sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A pessoa certa

Recebi um e-mail muito interessante sobre as ‘Quatro Leis de Espiritualidade’ ensinadas na Índia. Dediquei bons momentos à reflexão sobre cada uma delas e acho que vou afixá-las em algum lugar bem visível.

A primeira lei diz:

“A pessoa que vem é a pessoa certa”.

Sabe aquela pessoa que todos os dias você tem vontade de eliminar do seu convívio, mas a vida insiste em não deixar? E aquele marido que nem se assemelha ao que você sempre quis, mas você caiu de amores por ele? E a melhor amiga que é o avesso de você e vive aprontando coisas que você sequer entende? E aquela irmã com valores tão diferentes, mas que por ironia do destino nasceu igual a você?

A primeira lei se encaixa como uma luva pra essas e outras pessoas que fazem parte de nossas vidas. É isso mesmo, nem sempre (ou quem sabe nunca) somos nós quem determinamos quem é a pessoa certa. Se ela faz parte da sua vida, ela é a pessoa certa, nem que seja somente naquele momento.

Quantas vezes achamos que nascemos na família errada, que temos os colegas de trabalho errados, que somos muito diferentes das pessoas com quem convivemos, que não merecemos o que nossa família ou amigos nos fazem passar... Com menor ou maior freqüência, acabamos achando que algo está errado, ou, no mínimo, desencaixado.

O fato é que ninguém entra em nossa vida por acaso. Todas as pessoas com as quais interagimos trazem com elas algo que nos ajudará a aprender e avançar em cada situação. Mesmo que não sejamos capazes de ver isso na hora. Se pararmos para pensar, estamos na Terra para evoluir, o que não acontece se tudo for um mar de rosas. Se só convivemos com pessoas agradáveis, pacientes e cheias de qualidades que admiramos, tudo fica fácil demais. É ao lado de pessoas que nos expõe a situações com as quais não lidamos muito bem que vamos aprendendo a administrar nosso ego, a ser mais humildes, a ter mais paciência, respeito e compaixão.

Cada um aprende de uma forma diferente, e para isso são reservadas pessoas e situações que proporcionarão esse aprendizado necessário. Por outro lado, sempre aparecem também os bons exemplos que podem nos inspirar a agir de uma maneira melhor.

Enfim, a caminhada só tem encontros certos. Cabe a cada aprendiz tirar o melhor que puder de todas as pessoas que aparecem pelo caminho.

4 comentários:

Amanda Luna disse...

Muito bom este texto... meu marido é o oposto de mim em tudo, mas nos amamos e nos repeitamos aí a convivência passa a ser fácil!!!
beijuu
www.sermulhereomaximo.com.br

Teresinha Ferreira disse...

Olá Jordana,
Como vai?
Belo texto...Até podemos encontrar uma pessoa que se encaixa plenamente em nossas vidas, mas o tempo nos proporciona momentos ao qual, eu acredito, que uma pessoa completa a outra. Isso através do dia a dia, da cumplicidade, do respeito...Daí a convivência melhora e tudo se encaixa da melhor maneira possível.
Tudo de bom.
Bjs mil

Ariadne Lima disse...

Perfeito o texto, Jordana! Dá vontade de guardar para ler sempre que preciso. Um beijo!

Monica Loureiro disse...

Adorei este post, viu ?