sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pequena defensora da natureza

Ela tem 8 anos e sabe exatamente o que significa consciência ambiental. Sophia é uma menina que vai à escola e brinca de boneca como toda criança. Além disso, é nadadora do Minas Tênis Clube e bailarina de recesso. Resolveu dar um tempo pra dança.

Sophia é linda e extremamente inteligente. Já deu pra ver que eu sou sua fã número 1, não é!? Ela é filha de uma amiga do trabalho que adora ficar contando os casos da pequena. E ela apronta cada uma! Sophia tem criatividade pra dar e vender! Coisas de criança... que às vezes parece um adulto em miniatura...

Desde pequena, a menina já se preocupa com o meio ambiente e o futuro do planeta. Ela ajuda a cuidar das plantinhas de sua casa e adotou uma árvore no colégio onde estuda. Sophia leva adubo, molha a árvore e até conversa com ela. E não satisfeita, ela ainda faz campanha para conscientizar os colegas sobre a importância de cuidar da natureza. Nas horas vagas, ela escreve bilhetinhos coloridos e distribui no recreio.

E a fama da menina já vai longe! É jornal do colégio, é Estado de Minas... e agora ela é estrela do meu blog também! Difícil é conseguir um horário na agenda dela, afinal não é todo mundo que logo cedo já começa a dar sua contribuição para um planeta melhor! E o legal é que ela não pensa se é grande ou pequena, nem se vai conseguir salvar o planeta inteiro. Ela está em movimento, fazendo a sua parte.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Desapego já!

Recebi esse texto de uma pessoa que faz parte da minha vida há pouco tempo, mas que parece ter uma conexão porque sempre me envia textos que eu gosto muito de ler. Adoro tudo o que a Martha Medeiros escreve, e esse texto é uma boa pedida para o início do ano. Que 2010 seja um ano de desapego!

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:

- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.

- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.

Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros. Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa. Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

E se só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Algo mudou, e não foi só o ano...


Já se passaram 5 dias do novo ano. E eis que o tão esperado ano já nem é mais tão novo assim... Mas o que isso importa? Pra mim, o que está sendo realmente valioso é perceber que tenho algo novo na minha vida. Algo que pode durar pra sempre e me fazer muito feliz. E o melhor, só depende de mim. Muitas coisas já me aconteceram nesses poucos dias. Coisas boas e outras nem tanto...

Hoje parei pra pensar nos meus primeiros dias de 2010. E sabe do que eu me lembrei?

Da passagem de ano entre pessoas que eu amo, do cinema com as minhas amigas, das boas risadas, dos lanchinhos juntas, das conversas, de crianças que eu vi no shopping, da Marisa Monte no som do carro, de sorrisos e abraços, do passeio com a minha amada madrinha, das mensagens que recebi, dos comentários carinhosos que cada um deixou no meu blog, da vizinha amiga, das cores de um arco-íris, do sol radiante do final de semana, das estrelas e da lua, de um belo texto do Drummond que uma pessoa especial me enviou, dos meus queridíssimos que me dão carona diariamente para o trabalho, do ônibus vazio na volta, do grande amigo que está sempre na cadeira ao lado, da amiga que está um pouco afastada mas apareceu um dia desses pra almoçar, da visita alegre e da lembrancinha de Natal que ganhei hoje, da mais nova amiga bloguera (espero que isso esteja certo) que já está nos presenteando com suas borboletas no cabelo..., lembrei de Deus.

E quer saber? Concluí que eu sou muito feliz! E vejo que isso só depende de mim! O fato é que não foi sempre assim... E sabe o que mudou? Minha maneira de ver o mundo. Estou me esforçando para deixar as coisas boas prevalecerem na minha mente e na minha vida. E que elas se multipliquem a cada dia para que eu possa dividi-las com todos!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Se abrindo pra vida

Uma das coisas que mais gosto de fazer, depois de viajar, é ler! O que não deixa de ser uma viagem... Então, como meu primeiro post do ano, já que depois de muitos anos passei a virada em BH, vou falar sobre um livro que gostei muito.

Ele acabou de sair do forno e figura nas estantes da literatura espírita, mas penso que o tema central da história fará bem a quem crê e a quem ainda não crê nas teorias espiritualistas.

Em 368 páginas, Zíbia Gasparetto conta a vida de Jacira e de sua família. Ela é uma mulher de 38 anos que nunca teve um namorado e leva uma vida miserável com seus pais. Seus dois irmãos saíram de casa à procura de uma vida melhor e não deram mais notícia. Em seu estado de inércia, ela deixa que a mãe a controle e a faça pensar que ela não é capaz de mudar. E assim ela vai levando a vida, com seu empreguinho em uma oficina de costura, sem amigos e sem perspectiva. Achando que tudo é irreversível...

Um dia, algo diferente de sua rotina acontece, e ela começa a se abrir para a vida. Após Jacira mudar suas crenças, sua maneira de se ver e de ver o mundo, ela descobre potenciais e busca novos caminhos. Vale a pena ver o resultado em ‘Se abrindo pra Vida’!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Desejos de Ano Novo...


‘Se cada um dos seus dias for uma centelha de luz, no final de sua vida você terá iluminado o mundo’!

Essa é a mensagem deixada neste final de ano pelos mestres da DeDiCo (Despertar da Divina Consciência) e que foi impressa no cartão distribuído para as pessoas que colaboraram para a realização do trabalho social e espiritual da casa. Inicialmente eu pensei em ser original e escrever uma mensagem diferente no blog. Mas depois olhei bem o material que tinha nas mãos e achei que valeria mais à pena para todos compartilhar algo já veio carregado de imensa sabedoria.

Afinal, sabemos que nosso mundo precisa de muita luz. E que elas não sejam acesas somente no Natal! Que em 2010 nós possamos usar a criatividade para ascender, no mínimo, uma luzinha por dia. E que este seja um ano iluminado para todos nós!

Desejo a todos muita força de vontade, muita paz no coração, muitas alegrias na vida, um bom estoque de energia positiva. Saúde. Sabedoria. Esperança. Amigos. Fé. Harmonia. Pureza. E amor, amor, amor e mais amor, para fazer feliz e guiar pensamentos e ações. No mais, muitas flores, cores, perfumes, sabores, brisas, corações e borboletas para deixar os dias do ano que vem vindo ainda mais belos!

Que em 2010 todos sintam e espalhem
a Beleza de ser um Eterno Aprendiz!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Natal iluminado pra você!

Não existe o Natal ideal, só o Natal que você decide criar como reflexo de seus valores, desejos e tradições. Que a magia guardada durante todo o ano esteja presente nos corações dos que festejam o amor. Que a data não seja apenas uma comemoração, mas que traga renascimento e promova uma renovação na maneira como cada um vê e participa do mundo. Que o amor, a alegria, a paz, a esperança, a fé, a gratidão, enfim, todos os valores humanos, se multipliquem e se espalhem, trazendo um novo vigor para todos. Que nada seja mais forte que a união entre as pessoas que celebram o amor! Um Feliz Natal, cheio de bênçãos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Envelhecer é apenas um detalhe

Sábado fui ao teatro assistir à apresentação de dança de salão da academia de um grande amigo (minha ex-academia também). O post não é sobre isso, mas abro parênteses pra dizer que ele ARRASOU!

Enquanto estava lá esperando, sentada confortavelmente, fiquei pensando sobre o envelhecimento. Coisa estranha pra se pensar em um teatro, não é? Bem, mas o fato é que me veio à cabeça um questionamento: por que será que a gente tem tanto medo de envelhecer? Ou por que, muitas vezes, não queremos ver ou mesmo aceitar que estamos envelhecendo?

A resposta surgiu em seguida, e só pode ter vindo de algum anjo que estava por perto. O que me ocorreu foi que não queremos encarar o envelhecimento porque, bem lá no fundo, sabemos que isso significa que nosso tempo na Terra está passando rápido e temos medo de ter deixado todo o bem que podíamos fazer para ser feito no dia de amanhã.

E como não adianta lamentar o que ficou pra trás, é bom lembrar das palavras de Dalai Lama:

“Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.